
Na nossa fantasia de gordas incompreendidas e vítimas de má genética, meio sócio-cultural, problemas pessoais e profissionais que mais ninguém tem, couves milagrosamente engordativas, entre outros devaneios, gostamos de imaginar que os magros, tonificados e em excelente forma física são sortudos. Têm boa genética, não sabem o que é stress, ansiedade, problemas laborais, nada. (Toda a gente sabe que as magras não são despedidas, nem traídas, nem têm família chata ou filhos doentes, não é?). Preferimos até acreditar que fizeram pacto com o diabo a admitir que trabalham para isso.
Eu tenho uma vizinha boazona. É gira, tem um cabelo sempre bem arranjado, maquilhagem perfeita e um corpo do caraças, daqueles em que qualquer trapo fica bem. Ainda por cima é simpática e bem educada. Resumindo: deprimente!
Ontem, entro na aula de Pilates e dou com ela em shorts e top, corpo super bem torneado. Puxei logo a t-shirt para baixo para tapar melhor o pneu, claro. Lá fizemos a aula e eu irritadíssima (não com a gaja, mas com a música, eu cá tenho uma ódio de estimação pelo James Blunt que não vos passa pela cabeça…).
Mas dizia eu, lá estava a gaja e para cúmulo até despenteada e de cabeça para baixo em cima duma bola fica bem. (Que seja magra até perdoo, agora que fique bonita despenteada, já é abusar da sorte não acham?)
E agora perguntam vocês “mas, ó Papoila, o que é que isso nos interessa?”. Se calhar, nada. Mas se calhar, saber que a boazona vai todos os dias ao ginásio pelo menos uma hora, já interessa. E que para além disso caminha sempre uma meia hora. E que ao fim de semana dá passeios de bicicleta porque são “óptimos para as pernas e prevenir prevenir a celulite”.
Pois é: não há milagres.
Há gente com tendência a ser magra naturalmente, o que não quer dizer que tenha um corpo bem feito ou não tenha gordurinhas localizadas. Há aí gente magra carregada de celulite.
Agora admitamos: para ser boazona, tem que se trabalhar. Achar que são assim por golpe de sorte é pura má-língua, tá?
Deixemo-nos de lamúrias e mãos à obra!!!
Eu tenho uma vizinha boazona. É gira, tem um cabelo sempre bem arranjado, maquilhagem perfeita e um corpo do caraças, daqueles em que qualquer trapo fica bem. Ainda por cima é simpática e bem educada. Resumindo: deprimente!
Ontem, entro na aula de Pilates e dou com ela em shorts e top, corpo super bem torneado. Puxei logo a t-shirt para baixo para tapar melhor o pneu, claro. Lá fizemos a aula e eu irritadíssima (não com a gaja, mas com a música, eu cá tenho uma ódio de estimação pelo James Blunt que não vos passa pela cabeça…).
Mas dizia eu, lá estava a gaja e para cúmulo até despenteada e de cabeça para baixo em cima duma bola fica bem. (Que seja magra até perdoo, agora que fique bonita despenteada, já é abusar da sorte não acham?)
E agora perguntam vocês “mas, ó Papoila, o que é que isso nos interessa?”. Se calhar, nada. Mas se calhar, saber que a boazona vai todos os dias ao ginásio pelo menos uma hora, já interessa. E que para além disso caminha sempre uma meia hora. E que ao fim de semana dá passeios de bicicleta porque são “óptimos para as pernas e prevenir prevenir a celulite”.
Pois é: não há milagres.
Há gente com tendência a ser magra naturalmente, o que não quer dizer que tenha um corpo bem feito ou não tenha gordurinhas localizadas. Há aí gente magra carregada de celulite.
Agora admitamos: para ser boazona, tem que se trabalhar. Achar que são assim por golpe de sorte é pura má-língua, tá?
Deixemo-nos de lamúrias e mãos à obra!!!






