Sim, já tinha perdido quase 12kg! grrrr

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Novidades e cusquices :)


Ontem ri-me na cara duma gaja. A ranhosa (literalmente!) veio com uma conversa de dietas, medicamentos e outras tretas. Pediu-me para lhe dizer “o que ando a tomar”.
Lá lhe expliquei que não tomo nada, mas que faço exercício e dieta. “oh, sim… pois… mas para ser uma diferença tão grande, alguma ajuda deves ter”.
Recapitulei: dieta, exercício. Que em 15 meses de dieta, emagreci 12 kg, o que dá uma média de 1.250 kg por mês, muito longe dos resultados obtidos com a toma de medicamentos. Agora nota-se muito… mas os primeiros 5 kg que perdi, pouca gente reparou neles, tão gordalhufa eu estava!

Veio a mãe da gaja e reiterou a ideia das minhas “ajudas” e rematou com um fabuloso “isso é típico das mulheres que emagrecem, nunca contam o segredo”.

Segredo??? Não tem “segredo” nenhum! Tem é boca fechada e rabo fora do sofá e da cama! Disse-lhe: “olha, G, eu levanto-me antes das sete e vou caminhar, subir degraus, andar de bicicleta ou nadar. Todos os dias!” (ok, ontem não fui, estava frio demais até para mim!!!)

Resposta dela: “tão cedo com o frio que está? Isso faz muito mal aos pulmões, podes apanhar uma gripe ou pior”. E olhem… não me contive… “Achas? Mas tu é que andas sempre a assoar-te e a tossir! Eu cá tenho os pulmões e brônquios limpos”.

Pronto… talvez eu não tenha sido uma simpatia… mas esta gaja já me anda a irritar há muito tempo, por muitos motivos (inclusive por se ter esquecido algumas vezes de dar lanche à própria filha durante as férias da mãe, mas enfim…).

Agora o ridículo da cena: aqui há umas 2 ou 3 semanas, a senhora da loja de guloseimas resolveu dar gomas a todas. Recusei por um motivo óbvio: odeio gomas, sou absolutamente incapaz de trincar aquilo sem ter vómitos. Educadamente, recusei.
E começou ali uma cena surrealista: todas me queriam convencer a comer porque era uma marca nova, muito boa. Recusei novamente e acabei por confessar que não gostava de gomas, convencida que isso poria termo à conversa.

O que fui dizer! Uma delas desatou ali a dizer que eu estava obcecada com a dieta, que não podia ser assim, que o excesso de restrições faz mal, que é preciso comer de tudo e ter uma ida normal. (de tudo??? Desde quando gomas fazem bem???).
Eu dizia: “mas eu nunca gostei de gomas”
Elas ouviam: “prefiro passar fome a engordar”.
Nunca me tinha acontecido nada assim!
(dias depois, uma veio dizer-me que a senhora tinha ficado ofendida por eu ter duvidado da qualidade das gomas… PQP!!!)

Uma das que acha que não nos devemos privar de nada, que a vida é curta para viver sem prazeres (sim, porque uma goma é um prazer do caraças…), que temos de aceitar a natureza e viver de bem connosco era… a tal G!!!

Resumindo: recusar uma goma é contra a natureza, mas tomar medicamentos para emagrecer, não? Porreiro, pá!

Agora as novidades: inscrevi-me no ginásio perto de minha casa e vou começar a fazer musculação e indoor cycling. Dá para ir a pé ou de bicicleta (poupo na gasolina!) e ainda por cima é bastante acessível. Como a mami também vai fazer ginástica, temos um “Cartão Família”… três vezes por semana, 25 euros por mês cada uma!
Não tem piscina nem Pilates… mas já desisti de fazer tudo no mesmo local, só mesmo em ginásios caros. E como se sabe, quem não tem cão, caça com gato!

Para quem não sabe: em Janeiro vou fechar a loja e procurar outro rumo de vida. Como o Pilates é aqui perto da loja, não vai dar jeito fazer 20 kms para cada lado só para vir às aulas. Pensei, investiguei… e esta é a solução possível por agora. Vou ficar sem Pilates, mas vou começar outras coisas. E também vou tentar comprar um vídeo porreiro… vou tentar fazer em casa. Não tenho dinheiro para pagar Pilates e outro ginásio e ainda a natação…

Preciso dar uma aceleradela ao processo, ando a pastar entre os 67 e os 68 desde Julho! Falta de vergonha na cara, é o que é!

Acima de tudo: recuso-me a ficar fechada em casa, deprimida por ter ido à falência e a engordar como uma lontra. Mereço mais do que isso. E mai nada!

Ps – amanhã é dia de pesagem, vamos lá ver como me saí esta semana!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Uma semana para o Natal!

Ainda estou aqui a recuperar-me do raio da fedelha e respectiva mãe, que só sabia dizer “a mamã fica tão aborrecida quando tu te portas assim!”.
E eu fiquei aborrecida por precisar tanto do dinheiro, porque a minha vontade foi expulsá-las da loja. Para terem uma ideia: como não a deixei brincar com o computador, a filha do demo deu a volta ao balcão e tentou atirar com o monitor ao chão!

Mas adiante!

No sábado tinha 67.6, o que quer dizer que perdi 400 gr em plena semana de tpm e red zone. Yess!!

Mas… no domingo despistei-me por completo e comi pão branco a mais. Com manteiga, claro está. E quatro oreos. E resmas de fruta.
Fiquei em casa a tomar conta da minha avó e do Diogo, que resolveram fazer um concurso muito especial: qual deles dava mais trabalho e sujava mais roupa. Ficaram empatados!

Foi um dia tão, mas tão entediante que para me ocupar resolvi… passar roupa a ferro! E como não tinha adoçante em casa, bebi montes de café com açúcar, que é a única bebida que não sei beber ao natural. Posso não beber doce, mas ao natural não consigo mesmo.
Nem uma caminhada até ao quiosque para comprar o jornal pude fazer: não se pode deixar a minha avó 20 minutos sozinha, ela arranja sempre sarilhos.

Resumindo? Aumento de peso, claro!
Mas ontem voltei ao controle e hoje também seleccionei muito bem os alimentos que vou consumir.
Uma coisa é patinar um dia, outra bem diferente é assumir um “perdido por cem, perdido por mil”. Those days are over!

E agora sobre o Natal: é daqui a uma semana. Por isso, nada de andar por aí a comer por antecipação!
Ontem, na aula de Pilates, éramos apenas quatro dos 10/12 usuais. Aparentemente, muita gente não põe os pés no ginásio em Dezembro porque “tem de fazer as compras de Natal” e “não dá jeito”. Helloooo???

Se já sabemos que esta é uma época engordativa por natureza, vamos deixar de lado o exercício? E por acaso é preciso começar a comer bolo-rei logo no princípio do mês?
Natal é a 24 e 25 de Dezembro! E a desculpa das compras? Com tantos dias para as fazer, lojas abertas ao domingo e feriados… a única hora para as fazer é exactamente a do exercício????

Enfim, muitas coisas para dizer sobre isto, mas tenho muito trabalho aqui para organizar… Por falar em trabalho, peço desculpa por estar com os comentários tão atrasados, mas lojas nesta época do ano são cansativas. Eu vou seguindo os blogs e tenho lido mais ou menos toda a gente, mas comentar é que está difícil… mas tenho descoberto blogs bem interessantes de novos leitores do meu. Eu estou atenta! :))))

Portanto: nada de ceder à época e toca a dar o vosso melhor. No ano passado engordei 1.6 kg no Natal. Este ano estou apostada em não engordar nada ou, no limite, 500 gr. É o meu desafio pessoal de Natal!
E o vosso, qual é? Tudo menos chegar a Janeiro parecido com um texugo, certo?

Beijocas!

Ps – hoje levantei o rabo da cama às 7h e fui caminhar 45m em passo acelerado e introduzi 400 degraus no exercício. Os últimos 50 foram um terror para o Diogo, que olhava para mim a pedir colo! Que não tivesse corrido tanto atrás de coelhos!



quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Guarda-roupa renovado!


Limpar a casa.
É isto que tenho andado a fazer, tanto no sentido literal como no figurado.
Propus-me uma série de tarefas antes de voltar a blogar regularmente ou, como diz a minha avó “primeiro a obrigação, depois a devoção”. Ainda me faltam cumprir algumas tarefas aborrecidas, mas a coisa vai no bom caminho.

A alimentação voltou aos trilhos, nada de escabroso a assinalar. A balança ainda não foi simpática, mas se tiver em conta que andei uns quantos dias a fazer asneiras consecutivas sem que ela desse sinais de subida… it’s only fair!
O exercício continua regular e diário. Caminhadas de 4/5 kms cinco vezes por semana, natação duas e uma vez de Pilates.

Voltei a ter problemas com o sono, dificilmente durmo mais que quatro horas seguidas. Vou tomar Valdispert a ver se a coisa melhora. Daí que eu não esteja muito preocupada com o peso, sei por experiência que quando durmo menos estaciono ou aumento. O importante é não comer porcarias, o resto virá por si.

Agora as “limpezas”: reorganizei todo o meu armário. Peguei em todas as calças, saias, casacos, camisolas que me estavam grandes e dei-as. Roupa de Verão e de Inverno, dei tudo o que me estava grande. A minha vizinha é que ficou feliz, já que também está em processo de emagrecimento e estava com pouquíssima roupa decente.

Eu não quero e não vou voltar a engordar, então, porque raio estava eu a guardar as coisas e a ocupar espaço? Seria medo de voltar a precisar?
Se eu voltar a precisar de calças daquele tamanho é porque falhei. E eu não admito isso, não desta vez.

Fiz um inventário rigoroso do que tinha e do que precisava e dei cabo do meu orçamento este mês! No meio da confusão fiquei com calças sem nenhuma camisola que combinasse, blusas sem parte “de baixo”… Ficou um armário muito organizado mas… pobrezinho, com várias peças bonitas mas desgarradas. Agora estou absolutamente tesa mas já tenho roupa suficiente para não ficar meia hora de manhã a pensar “mas que raio vou vestir???”. Há lá sensação mais estupidificante que ficar a olhar desconsolada para um armário cheio como um ovo e não ter nada para vestir?

No meio disto tudo tive um golpe de sorte: a Estela, uma amiga muito querida que passou do virtual ao real, veio de férias para o norte e trouxe-me umas roupas bem bonitas que já lhe estão grandes. Resolveu-me o problema das calças jeans, deu-me uma blusa que fica espectacular com um pullover que tenho, uma saia de ganga como eu andava à procura… Bigada, Estelinha!

Achei muito engraçado este círculo de oferta de roupa: eu dei a minha, a Estela deu-me a dela.
Espero no próximo Verão poder dar grande parte da minha roupa deste Inverno!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Resolução para Agosto


Ando descontente com a minha atitude. Não que tenha sido má, ou que tenha engordado. Em Julho emagreci 1.300 mas… mas estive longe de dar o meu melhor. Fiz umas quantas excepções totalmente descabidas, uma vez que nem sequer eram coisas particularmente boas.
Um exemplo? Este domingo comi pão branco com manteiga e café ao pequeno-almoço. À tarde ainda jabardei mais, acrescentando 1 mini Kit Kat (que roubei do saco de doces da avó… sério!) e diversas peças de fruta fora de horas. O jantar? Melão dividido com o papi, acompanhado de fatias de presunto. Uma delícia, claro.
(para as ninas brasileiras: aqui come-se melão com o nosso presunto – que é o vosso presunto fumado – e é uma combinação excelente!)

Engordei? Não. Mas também não emagreci, o que é o meu objectivo. Tirando este domingo meio idiota (que já foi em Agosto), os desvios têm sido mínimos. Mas estão lá! E um desvio aqui, outro ali… e percebemos, já foi um desvio e tanto!

Dei conta que estava a seguir o meu cardápio estilo “piloto automático”. Por um lado é bom: quer dizer que já interiorizamos uma série de princípios básicos, que são seguidos sem stress, sem dilemas. Mas mal gerido, este piloto automático pode criar uma sensação de segurança pouco apropriada.
Eu passo pelas prateleiras de bolachas, biscoitos, gelados, cereais doces, sem pestanejar. Onde é que eu sistematicamente me espeto? Na fruta. Eu tenho um grave problema com fruta. Há blogueiras que lutam para introduzir a fruta nas suas rotinas diárias. Comem uma maçã de sobremesa e até fazem um post comemorativo do milagre.
Eu? Sem disciplina, como umas 6 a 8 peças de fruta sem sequer dar conta. E fruta em excesso engorda e muito!
De que me vale policiar a colherzinha de arroz se depois como fruta a rodos??? Nada!
(provavelmente, a única coisa positiva disto é eu não ter nenhuma deficiência vitamínica!)

Num mundo perfeito, fruta engordaria tanto como água!

A coisa piora sempre no Verão, com tanta fruta da época: ameixas, melancia, melão, meloa, uvas, pêssegos… e não venham com a estória que agora há disso todo o ano: eu evito frutas de estufa e/ou que não sejam nacionais.
Não há aqui nenhum nacionalismo bacoco, é mesmo uma questão prática: se um alimento que se consome cru vem do outro lado do mundo, isso quer dizer que foi colhido verde e amadureceu em câmaras frigoríficas. Não amadureceu ao sol, o açúcar não teve tempo de amadurecer… mnhan mnham!
As laranjas do Algarve são excelentes, mas já vi pessoas a comprarem laranjas do Chile porque “a casca é mais bonita e brilhante”. Sei lá, se calhar é suposto comerem a casca!

Bom, resumindo: este mês vou voltar a controlar a fruta. Três peças por dia e nem mais uma! Quando fiz isso em Março emagreci 3 quilos. Vamos lá a ver se o “milagre” se repete!

E vocês? Qual é o vosso “desvio” favorito?

terça-feira, 22 de julho de 2008

Papoila bem comportada

E lá se acabaram os três dias de descanso, praia, passeio e boa comida.
Isso mesmo, leram bem, aqui a Papoila comeu muito bem tendo em conta a situação. Nem uma grama engordei! E olhem que tive direito a mariscadas, tapas espanholas, gelado, vinho e pão alentejano.
O milagre? Não tem milagre, tem… planificação!

Vamos por partes:
O casal amigo com quem fui passar estes dias não é lá muito dado a comidas lights, preferem as tradicionais. Também têm horários muito diferentes dos meus, almoçam lá pelas 14/15h, jantam às 21.30, na melhor das hipóteses… fazem imensas refeições fora…
Noutra altura, isto seria logo um “se é prá desgraça, é prá desgraça”.
Desta vez não foi! Para começo de conversa, meti no meu saco pacotes de 200 ml de leite se soja, fáceis de transportar, bolachas de aveia integral e maçãs gala. Levei também aveia suficiente para os pequenos-almoços. Determinei que não seria apanhada longe de um frigorífico longas horas e à mercê de bares de praias e afins. Iria comer no MEU horário, independentemente deles.

Sábado
Cheguei a Lisboa às 9.30 da manhã e lá estavam eles à minha espera. Primeira paragem: Jardim do Príncipe Real para pequeno-almoço deles e um café para mim. Aproveitamos para comprar lá frutas e legumes de excelente qualidade, já que ao sábado há um mercado ao ar livre de produtos biológicos. Recomendo vivamente a quem mora perto!

Fomos a casa prepararmo-nos para um tarde de praia. Antes de sairmos, aí pelas 13.30, almocei uma salada com queijo fresco, comi uma peça de fruta e meti outras no saco da praia. Eles não comeram nada, já que tinham tomado um bom pequeno-almoço.
Praia, mar, banho…. E “almoço” às 17 da tarde, no restaurante da praia: camarão, amêijoas, mexilhões e…. salada, muita salada, duas fatias de um pão excelente e água como bebida. Se estava a comer pão, não ia abusar mais e beber cerveja, certo? Eles dividiram uma mousse de chocolate, de sobremesa.
O jantar? Fruta e um copo de leite, já por volta das 22h

Domingo:
Levantei-me às 7.30 e aproveitei o facto de eles viverem a uns 700 metros da praia. Comi uma laranja, peguei numa garrafa de água e fui caminhar uma hora na marginal, voltei para casa e tomei o meu leite com aveia. (aqueles estafermos são dorminhocos!)
Almoçamos em Cascais, num restaurante italiano excelente e comi uma coisa que não sei o nome nem nunca tinha visto. Limitei-me a copiar o pedido da minha amiga, já que temos gostos muito parecidos. Eram vegetais e queijo feta salteados e embrulhados numa massa folhada finíssima, super leve e acompanhado de rúcula de um molho que não identifiquei. Devia ser o equivalente a uma colher de sobremesa, espalhada em salpicos no prato e não na salada. Aquilo parecia comida de revistas gourmet!
Para ser honesta: apeteceu-me fotografar aquilo tudo, mas não quis dar aspecto de provinciana… lololol Sobremesa? Um doce que juntava morangos, uma bolacha finíssima e crocante e mousse de maracujá.
Notem bem: a sobremesa foi dividida pelos três!
À tarde comi gelado da célebre gelataria Santini. Eu não ia a Cascais há uns 7 ou 8 anos, recusar um gelado era crime! Se os reis de Espanha quando vêm a Portugal vão lá comer gelado, eu lá ia deixar passar a oportunidade?

À noite os filhos (já adultos) do meu amigo iam lá jantar a casa, por isso houve jantar “a sério”: lombo assado com alecrim, arroz de forno e cogumelos salteados. Optei por iniciar a refeição com uma salada de tomate e só depois provei a outra comida. Comi pouquíssimo, mais interessada na conversa do que em morfar. Bebi um copo de vinho da Bairrada, excelente.
Sobremesa: gelado de chocolate negro. Comi uma colherzinha de sobremesa.
E sabem que mais? A embalagem era de 250 gr, seis adultos comeram gelado e ainda sobrou quase metade da embalagem.
Claro que eles são magros!
Aliás, reparei bem na quantidade de comida que ingeriam e devo dizer que apesar de à primeira vista “comerem de tudo, até sobremesas calóricas”, a verdade é que as quantidades eram mínimas! Aquilo que para nós será um dia, na melhor das hipóteses, a fase de “manutenção”, para eles é comer normalmente. Não há exageros, não há repetições generosas, não há pratos cheios. Tão simples quanto isso!
Tanto em casa como na rua, comem pouco. Não admira que se mantenham elegantes!

Alguma vez, numa família de gordos ou glutões, uma embalagem de 250 gr de gelado daria para seis pessoas e ainda sobraria? Eu tenho sérias dúvidas!

Não vou falar do que comi ontem, uma vez que foi na mesma linha: uma refeição fora com coisas diferentes do habitual e muito cuidado nas restantes.
Reparem bem: muito cuidado. Comer pouco naturalmente não é inato em mim como parece ser nestes meus amigos.
Nos restaurantes, comi exactamente como eles: pouco. Mas fi-lo por disciplina, por medo de pôr a perder todo o empenho das últimas semanas. Não o fiz por achar que metade da comida que me põem no prato é mais do que satisfatório. Não o fiz por desprendimento à comida.
Fi-lo porque me propus ter um peso mais saudável, mais de acordo com a minha altura e idade.
Olhando para eles, sinto que me falta ainda um longo percurso a percorrer.

Talvez eu nunca seja capaz de comer pouco por apetite natural. Talvez tenha de vigiar a minha alimentação sempre, especialmente em termos de quantidade.
Mas em conversa com a Estela, percebi uma coisa: não sou a única que faz uma alimentação impecável mas sempre a sonhar com o que ficou na travessa.
Se calhar, temos algum defeito de fabrico… mas reconhecermos estas características e lutar contra elas é meio caminho para a vitória!

Melhor ainda: não estamos sós!



Ps – obrigada por torcerem pela artrose! Lolol (ao que uma gaja chega!)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Dieta, poupança e ecologia



Pode a dieta ser sinónimo de poupança? Podemos ajudar o ambiente enquanto perdemos uns quilos de banha? A resposta é… sim!

Iogurte:
Primeiro comecei com o iogurte por ser mais saudável, sem corantes nem conservantes e muito menos adoçantes artificiais. Dois litros de leite magro, um iogurte natural e uma colher de sopa de frutose é tudo o que gasto. Com 1.50 € faço iogurte para uma semana para três pessoas. E de qualidade!
Lá em casa comem-se uma média de 3 iogurtes/dia. Isso dá 21 potinhos/semana e 84/mês. É muito potinho para ir para o lixo, não acham? Reduzi os potinhos a uns 4/5 por mês!
Melhor ainda: estou a salvar o urso polar!

Gelatina:
Compro gelatina Royal 0% gordura. Se comprar feita, em potinhos, pago 1.49 € por quatro, saindo cada potinho a 0.37. Se comprar em pó, com 1.39 faço 7 porções – 0.19 por porção!
E a caixinha é de cartão, muito mais fácil de reciclar que potinhos de plástico!
Se for gelatina normal – por exemplo, para crianças – a poupança ainda é maior.
Se os fedelhos vierem cá com tretas que querem as de marca, que isto e que aquilo…. Mostrem-lhe uma foto de um panda e expliquem-lhes que os tadinhos estão a morrer porque os humanos destruíram o equilíbrio ambiental. Os putos são mais sensíveis a animais fofinhos do que a argumentos de poupança. Mas não levem a coisa ao ponto de mostrar fotos do Dragão de Komodo: é capaz do estafermo desatar a comer tudo o que esteja embalado em plástico só para ver se mata o bicho!

Feijão, grão, lentilhas:
Comprar a granel em mercados ao ar livre. Quase todas as cidades têm uma feira semanal ou um mercado municipal que está aberto ao sábado. Usem-no! Um quilo de bom feijão pode ser até 40% mais barato.
Quem está no Porto pode ir ao Bolhão e deliciar os sentidos no meio de tanta flor!

Frutas e legumes:
Comprar a granel nas tais feiras e mercados. Sem embalagens catitas de isopor e plasticozinhos estampados, as frutas e legumes tendem a ser bem mais baratas. Um exemplo? Compro maçã Gala no mercado entre os 0.60 e os 0.90/quilo. No supermercado não encontro a menos de 1.30.
Outro aspecto a ter em conta: no mercado tradicional, podemos comprar muita coisa directamente a pequenos produtores. Além dos preços serem menores, ainda nos propõem coisas do género “leve lá a dúzia, que eu faço a x”. Ao contrário das grandes superfícies, estes pequenos produtores não conseguem deduzir nos impostos as “quebras”, daí que seja preferível vender um pouco mais barato e escoar os produtos.

Tremoços:
Agora compro secos. Um quilo custou-me 1.10 e depois de cozinhados, rende aí uns 3 quilos!
É só deixar de molho uns 2 ou 3 dias e depois cozer na panela de pressão aí uns 45 minutos em lume brando. Se ainda estiverem duros, basta cozer mais uns 15 minutos. Ficam novamente de molho até perderem o azedume. Acrescenta-se sal e já está.
Este método é válido para casas onde se comam muitos tremoços (quase sem calorias e ricos em fibras e proteínas!). O sabor? Uma agradável surpresa!
Para quem não quer ter este trabalho: nos mercados tradicionais há quem faça isto e os venda a granel. São muito, mas mesmo muito mais baratos que os comprados um potes de plástico no supermercado. Fora que são conservados apenas em sal, não há cá reguladores de acidez e outros aditivos estranhos. O mesmo vale para as azeitonas: muito mais baratas a granel do que em frascos e pacotes.

Cereais matinais:
Cansada de pagar 2.50 por 375 gr de cereais supostamente light?
Podem ter poucas calorias mas têm quantidades absurdas de aditivos, fora que de integrais têm muito pouco. Na maioria dos casos, mais vale comer pão!
Andava há algum tempo a “namorar” aveia, mas todas as embalagens de flocos que encontrava tinham as instruções de como fazer papa. Ora de manhã já tenho que preparar o almoço, perder tempo a fazer papas estava fora de questão.
Comprei meio quilo de flocos de aveia pré-cozinhados por 2.90 €. Estava contente com a relação nutrientes/preço até falar com a Crazy Cat. Depois a Flávia confirmou: os flocos de aveia normais são perfeitamente comestíveis sem serem em papas! Basta juntar leite ou iogurte e comem-se como os cerais que compramos em caixa!!!
Comprei um saquinho de 400 gr da Cem por Cento (flocos integrais) por 0.84!
Já experimentei e são óptimos. E pensar que paguei 2.90 pelos outros!
Três a quatro colheres de sopa e leite e lá está um pequeno-almoço saudável, nutritivo, saciante e… baratíssimo!

Por isso, da próxima vez que a vossa alma gorda vos tente insinuar que o melhor é mesmo comer um salgadinho porque não têm dinheiro para fazer dieta… mandem-na dar uma volta ao bilhar grande!


Ps – a idiota da filha da amiga da minha mãe, desdenhou do meu iogurte, ao melhor estilo “eu tenho dinheiro para comprar feito”, estão a ver o filme?
Botei o meu melhor ar de enfado e repliquei “Ai Susana, quem tem duas filhas és tu… se não te incomoda que elas possam a vir ter dificuldades em arranjar água potável…enfim, cada um sabe o amor que tem aos seus”.
Calou-se como um rato! Lolol

Pps – ok… eu estou looooongeeee de ser boa pessoa, eu sei!