Não me apetece muito falar do meu percurso de gorda, de como cheguei aos 79 kilos.
É passado.
Por isso, vou aproveitar a tarefa do desafio Missão Possível para falar um pouco do que aprendi até agora.
Aprendi que a responsabilidade é minha. Ninguém me enfia comida pela garganta abaixo. O corpo é meu, é minha responsabilidade tratá-lo com carinho e responsabilidade. Se eu não for capaz de tratar de mim… sou capaz de tratar do quê ou de quem?
Aprendi – ou melhor, confirmei – que não consigo perder peso sem exercício físico. E que quanto mais faço, mais gosto do meu corpo e menos me apetece estragar o esforço com uma porcaria qualquer.
Aprendi a dizer não. Às vezes sai-me naturalmente, outras com muito esforço e algumas vezes, confesso, patino. O que interessa é que já são mais as vezes em que acerto do que as em que erro e que o tamanho desses erros é agora muito menor. Agora como meio croissant e fico cheia, enjoada!
Aprendi a seleccionar o que como com base nas características nutricionais e não nas calóricas. Bolachas diet podem ser pouco calóricas… mas que vitaminas e outros nutrientes essenciais me dão? Nenhuns! Então… fora! O mesmo para tanta coisa light e diet que eu consumia. Aliás, a minha engorda verdadeira deu-se numa fase em que eu comia imensas porcarias dessas. Agora dou-me ao luxo de comer uvas, figos, bananas… pouca quantidade, é certo, mas nada do que é natural me é proibido.
E é aqui que muita gente se esbarra: o mito da “RA em que se come de tudo”.
Eu até como de tudo… desde que não sejam coisas processadas. Portanto, biscoitos, bolachas, chocolates, lasanhas, refrigerantes, entre tantas outras coisas que não me trazem nenhum benefício, estão ausentes no meu dia a dia. Não como. Aprendi que não posso.
Claro que poderia comer um bocadinho de tudo, entrar numa de não me privar e tal… e depois? Claro que emagreceria. Mas como ficaria a minha pele, o meu fígado, os meus rins, os meus músculos, tudo? De que me adiantaria ser magra e ter colesterol? Um chocolatinho diário compensa forçar o pâncreas a produzir mais insulina? Compensa o risco de vir a ter diabetes daqui a uns anos? Sem falar na vaidade! Comer porcarias, mesmo não engordando, potencia celulite e gordurinhas localizadas. Alguém aí quer ser magra com papinhos e celulite abanadora??? Eu não!
(já estou a mudar de assunto! É que ando aqui a pensar escrever sobre o mito da gorda feliz e saudável. Adiante!)
Voltando atrás: tive de aceitar a responsabilidade. Responsabilidade por mim, pela minha alimentação. Sem desculpas. Isto não quer dizer que não me perdoe falhas ou me torture de culpa. Quer apenas dizer que não me perdoo demasiadas falhas, que me recuso a passar a mão pelo meu próprio pêlo.
Custou-me imenso diminuir o pão, a manteiga, o arroz., o queijo… custou-me aprender a não comer sobremesa quando janto fora.
Mas…
Custava-me muito mais:
Ter vergonha de ir à praia.
Ter vergonha de me despir à frente das amigas.
Ter vergonha de encontrar amigos que não via há anos.
Entrar nas lojas de roupa e não ter nada que me servisse ou ficasse mesmo bem.
Vestir-me sempre de forma clássica e discreta, porque nada me caía bem.
Sentir-me ponto de referência.
Pesar mais do que os meus pais.
Ir nadar e ter alguém a perguntar-me se a natação emagrecia e se estava a resultar.
Ser tratada por senhora.
Ter colesterol, triglicéridos, bolinhas de gordura no fígado.
Ter uma cintura de risco acrescentado de problemas cardíacos, respiratórios e metabólicos.
Ter dores nas articulações por pequenas lesões.
Ter as coxas cheias de celulite.
Ter um pneu digno do Guia Michelin.
Etc, etc, etc.
Resumindo: nenhuma comida, por muito gourmet que seja, compensa não nos sentirmos bem!
A dieta, a RA, o que lhe quiserem chamar, vai resultar se metermos na cabeça que é para nosso bem. Que valemos o esforço, que a nossa saúde deve ser uma prioridade na nossa vida. Algumas emagrecem rapidamente, outras não.
Mas o importante é não ver as necessárias alterações de hábitos como um castigo, uma cruz.
Como poderemos considerar que tratar do nosso corpo é um sacrifício?
Não como Mac, não como um prato cheio de arroz, não como bombons.
Mas:
Compro roupa em qualquer loja.
Estou tecnicamente saudável.
Aumentei a minha capacidade e resistência física.
A minha pele está muito mais calma.
A celulite das coxas está a níveis mínimos, tendo em conta o meu peso actual.
O meu pneu perdeu 15 cms.
Voltei a usar vestidos.
Voltei a usar botas de cano alto. (Com salto!)
Yep… o chocolate é sobrevalorizado!
Por isso, vou aproveitar a tarefa do desafio Missão Possível para falar um pouco do que aprendi até agora.
Aprendi que a responsabilidade é minha. Ninguém me enfia comida pela garganta abaixo. O corpo é meu, é minha responsabilidade tratá-lo com carinho e responsabilidade. Se eu não for capaz de tratar de mim… sou capaz de tratar do quê ou de quem?
Aprendi – ou melhor, confirmei – que não consigo perder peso sem exercício físico. E que quanto mais faço, mais gosto do meu corpo e menos me apetece estragar o esforço com uma porcaria qualquer.
Aprendi a dizer não. Às vezes sai-me naturalmente, outras com muito esforço e algumas vezes, confesso, patino. O que interessa é que já são mais as vezes em que acerto do que as em que erro e que o tamanho desses erros é agora muito menor. Agora como meio croissant e fico cheia, enjoada!
Aprendi a seleccionar o que como com base nas características nutricionais e não nas calóricas. Bolachas diet podem ser pouco calóricas… mas que vitaminas e outros nutrientes essenciais me dão? Nenhuns! Então… fora! O mesmo para tanta coisa light e diet que eu consumia. Aliás, a minha engorda verdadeira deu-se numa fase em que eu comia imensas porcarias dessas. Agora dou-me ao luxo de comer uvas, figos, bananas… pouca quantidade, é certo, mas nada do que é natural me é proibido.
E é aqui que muita gente se esbarra: o mito da “RA em que se come de tudo”.
Eu até como de tudo… desde que não sejam coisas processadas. Portanto, biscoitos, bolachas, chocolates, lasanhas, refrigerantes, entre tantas outras coisas que não me trazem nenhum benefício, estão ausentes no meu dia a dia. Não como. Aprendi que não posso.
Claro que poderia comer um bocadinho de tudo, entrar numa de não me privar e tal… e depois? Claro que emagreceria. Mas como ficaria a minha pele, o meu fígado, os meus rins, os meus músculos, tudo? De que me adiantaria ser magra e ter colesterol? Um chocolatinho diário compensa forçar o pâncreas a produzir mais insulina? Compensa o risco de vir a ter diabetes daqui a uns anos? Sem falar na vaidade! Comer porcarias, mesmo não engordando, potencia celulite e gordurinhas localizadas. Alguém aí quer ser magra com papinhos e celulite abanadora??? Eu não!
(já estou a mudar de assunto! É que ando aqui a pensar escrever sobre o mito da gorda feliz e saudável. Adiante!)
Voltando atrás: tive de aceitar a responsabilidade. Responsabilidade por mim, pela minha alimentação. Sem desculpas. Isto não quer dizer que não me perdoe falhas ou me torture de culpa. Quer apenas dizer que não me perdoo demasiadas falhas, que me recuso a passar a mão pelo meu próprio pêlo.
Custou-me imenso diminuir o pão, a manteiga, o arroz., o queijo… custou-me aprender a não comer sobremesa quando janto fora.
Mas…
Custava-me muito mais:
Ter vergonha de ir à praia.
Ter vergonha de me despir à frente das amigas.
Ter vergonha de encontrar amigos que não via há anos.
Entrar nas lojas de roupa e não ter nada que me servisse ou ficasse mesmo bem.
Vestir-me sempre de forma clássica e discreta, porque nada me caía bem.
Sentir-me ponto de referência.
Pesar mais do que os meus pais.
Ir nadar e ter alguém a perguntar-me se a natação emagrecia e se estava a resultar.
Ser tratada por senhora.
Ter colesterol, triglicéridos, bolinhas de gordura no fígado.
Ter uma cintura de risco acrescentado de problemas cardíacos, respiratórios e metabólicos.
Ter dores nas articulações por pequenas lesões.
Ter as coxas cheias de celulite.
Ter um pneu digno do Guia Michelin.
Etc, etc, etc.
Resumindo: nenhuma comida, por muito gourmet que seja, compensa não nos sentirmos bem!
A dieta, a RA, o que lhe quiserem chamar, vai resultar se metermos na cabeça que é para nosso bem. Que valemos o esforço, que a nossa saúde deve ser uma prioridade na nossa vida. Algumas emagrecem rapidamente, outras não.
Mas o importante é não ver as necessárias alterações de hábitos como um castigo, uma cruz.
Como poderemos considerar que tratar do nosso corpo é um sacrifício?
Não como Mac, não como um prato cheio de arroz, não como bombons.
Mas:
Compro roupa em qualquer loja.
Estou tecnicamente saudável.
Aumentei a minha capacidade e resistência física.
A minha pele está muito mais calma.
A celulite das coxas está a níveis mínimos, tendo em conta o meu peso actual.
O meu pneu perdeu 15 cms.
Voltei a usar vestidos.
Voltei a usar botas de cano alto. (Com salto!)
Yep… o chocolate é sobrevalorizado!
ps - alguém mais tem dificuldade em pôr cor no texto? ou será o meu blogger que está marado???
