Sim, já tinha perdido quase 12kg! grrrr

Mostrar mensagens com a etiqueta bicicleta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta bicicleta. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Estou viva :))



Eu sei que não parece, mas estou por aqui.
Tenho-vos acompanhado mas estou com pouca vontade de escrever. Não é preguiça, apenas preciso de um tempo para reformular decisões e opções tanto em termos de dieta como pessoais.
Mas a dieta não está abandonada! Esta semana até está a correr razoavelmente, se amanhã a pesagem oficial for igual à de hoje, até ficarei muito contente.

Por outro lado, tenho que organizar algumas coisas aqui na loja, se tudo correr bem na segunda-feira inicio uma tradução e quero deixar tudo direitinho para ser só atender clientes e traduzir. Isso implica limpar (outra vez, santo deus!) a porcaria dos vidros. Odeiooooo limpar vidros. Pronto, já desabafei.

Tenho é tido uns desejos insanos de pão e chocolate, mas como estou em pleno TPM, resolvi respirar fundo e tentar comer um pouquinho para matar o desejo. Tenho muito medo de insistir na privação e depois ter um vaipe, et voilá, morfar um chocolate inteiro ou 2 ou 3 pães. Não seria a primeira vez!

A bicicleta? Eheh… comprei uma campainha. Agora quando o Diogo se distancia muito, basta-me fazer trimm trimmm e ele vem a correr, logo no primeiro dia memorizou o som. É extremamente divertido andar de bicicleta com ele a correr ao meu lado. Já sei mudar as velocidades razoavelmente bem e subo ladeiras. Não muito íngremes, claro!
Mas reconheço que o trimmm trimmm pode ser um bocadinho irritante às 7 da manhã e espero apedrejamento dos vizinhos a qualquer momento. Era o que eu faria se não fosse madrugadora!

Ps - A foto aí de cima é a da ciclovia da marginal da Póvoa de Varzim, que se estende até à cidade vizinha de Vila do Conde. Só encontrei foto desta parte, quanto a mim a mais desinteressante. A sul a zona é mais calma e a ciclovia fica mesmo juntinho ao mar, é um percurso muito lindo que costumo fazer a pé. Tou mortinha por conseguir guiar no meio de outros ciclistas sem me atrapalhar, quero muito fazer este percurso de bicicleta!


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ainda a bicicleta


“Sejam exigentes com o próprio corpo”, repete constantemente a minha professora de Pilates durante a aula.

Depois de anos de descaso e desleixo, de entradas e saídas de ginásios, resolvi ser exigente. Tentar sempre um pouco mais. De nada me adianta ir para uma aula de um exercício “ideal” para perder peso ou modelar ou seja lá o que for, se não o fizer com esforço. Tentar sempre mais é obrigatório.

Já não caminho uma hora. Caminho uma hora na máxima velocidade possível.
Não faço uma hora de piscina. Faço uma hora de natação, seguida, o que é bem diferente de “ir à piscina e relaxar a nadar”.
No Pilates, esforço-me ao máximo para fazer correctamente todos os exercícios e repetições.
Não gosto de subir 300 ou 400 degraus. Mas faço-o e pronto.

E se aparentemente os resultados tardam a aparecer, pois a balança pouco se mexe, posso dizer com toda a honestidade que há anos que não me sentia tão saudável, tão flexível, tão tonificada. Ainda há dias uma amiga se queixou que era difícil acompanhar o meu passo…e eu convicta que estava a andar a passo de caracol!

E isso leva-me à bicicleta.

Por incrível que possa parecer, tive várias pessoas que me tentaram demover da ideia de aprender a andar. Deram-me uma lista de “razões”: os meus 37 anos (que supostamente transformariam qualquer pequena queda em visita obrigatória ao hospital…), o facto de não precisar dela para me deslocar, a possibilidade de ser gozada pelos espectadores das minhas tentativas, etc, etc.
A melhor de todas? “Compra antes uma estática que sempre dá para fazeres exercício nos dias de frio. Vai-te dar mais jeito para emagrecer que aprender a andar nas normais”

E eu, que nunca fiz grande questão de saber andar na dita, tomei aquilo como um desafio pessoal. Chateou-me profundamente tanta ave de mau agoiro.

Ao princípio foi complicado: o equilíbrio que não tinha, os pedais que fatalmente me batiam nas canelas, a frustração constante. As risadas da vizinhança…
Mas continuei, insisti. Fui exigente com o meu próprio corpo e consegui.

Aprender a fazer algo físico foi muito bom. Com a idade, tendemos a aceitar apenas desafios intelectuais ou vá lá, na melhor das hipóteses, manuais. A aprender uma nova língua, restauração de móveis, coisas assim.
Andar de bicicleta obrigou-me a desafiar o meu corpo, o meu equilíbrio, os meus músculos. Sobretudo, a vencer medos muito, mas mesmo muito antigos.

Na fase profissional complicada que atravesso, “sair de mim” e dedicar-me a algo aparentemente tão estapafúrdio, foi fantástico. Sem falar no aumento brutal da minha auto-estima.

Ainda preciso aprender muito: a controlar melhor as curvas, a perder o medo dos carros, a andar em pisos irregulares…

Mas sabem que mais? Sou uma gaja que sabe andar de bicicleta. Essa é que é essa!!!

Então é isso… sejam exigentes com o vosso corpo. Ele agradece!



Pps – a foto é da minha rua. Percebem agora porque é que o meu pai tinha medo que eu andasse de bicla?

sábado, 6 de setembro de 2008

I want to ride my bicycle... I want to ride my bike!


Pronto, é oficial: já sei andar de bicicleta! Hoje, às 8.30 da manhã, fiz os primeiros 800 mt non-stop da minha carreira de ciclista!
E só não continuei a andar (ou melhor, a pedalar) porque a rua começou a subir muito e eu ainda não sei mudar as velocidades na Guidinha.

Por falar nisso: alguém me explica porque raio uma bicicleta precisa de cinco velocidades para a roda da frente e outras tantas para a de trás??? Um carro tem cinco para as quatro rodas, carago! Que megalomania…

Ontem à noite tive um feeling que estava quase, quase lá. Fiz aí uns 50 mt e ainda me desviei de um caixote do lixo. Esta parte de me desviar das coisas é muito importante porque já fui contra mato e piquei-me toda. Mas não caí. Aliás, gostaria de dizer que a minha… humm… rapidez e elegância a sair da bicla têm sido muito elogiados. (Que é uma maneira muito simpática de dizerem “pra gorda, saltas como o caraças”.)

Só não consegui ontem mais porque tenho que dividir a Guidinha com a mami e ela resolveu andar de um lado para o outro, supostamente a ensinar-me. Agora que penso nisso, gostaria imenso de agradecer à mami a compra da bicicleta, ressalvando que as suas práticas pedagógicas são do piorio. Desde um “não olhes pra roda, palerma” até um “és mesmo estúpida, endireita as costas”, ouvi de tudo.
(Mas considerando que uma vez, em pleno desespero para a ensinar a nadar, lhe disse “ou paras de gritar ou eu afogo-te a sério para veres a diferença”, diria que estamos quites. Já agora: a mami aprendeu a nadar aos 60 anos, sob ameaça minha de não ir com ela à hidroginástica à conta dos seus guinchos de cada vez q a água lhe dava pelos cotovelos. Quem disse que a idade pesa?)

Ontem a mami cravou um miúdo para lhe ensinar a meter as velocidades (o mesmo que foi procurar o Diogo) e deixou-me ali a subir e descer degraus. Só peguei na bicicleta depois de ela se ter fartado.
Hoje cedo, tive que usar o argumento “mas eu tenho de ir trabalhar e vocês não” para conseguir pegar na Guidinha. Mami e papi já estavam a combinar quem seria o primeiro a ir andar. Isso é muito bom: têm, respectivamente, 67 e 70 anos e continuam a fazer exercício diariamente. A diferença de agilidade física entre eles e os amigos da mesma idade é enorme! Para quem vê o exercício apenas como um modo de emagrecer mais rápido, ver pessoas como os meus pais pode dar um estímulo extra.

Ainda não percebi se me canso assim tanto a andar de bicicleta ou se é por ter pouca prática que o coração acelera tanto e depois fico num frangalho. Seja como for: o ventinho nas trombas é uma coisa fantástica! Ah… como pude viver tantos anos sem saber andar de bicicleta?

Quanto ao peso: subiu um pouco, está nos 68.4. Aliás, os 67.8 só duraram um dia, no seguinte já tinha 68.3… deduzo assim que esta semana mantive. Umas asneiras, muita ansiedade, pouco sono e muitas preocupações. Noutros tempos, teria mais dois quilos.
Não é que não ligue a este resultado. Mas a verdade é que estou tão entusiasmada com a possibilidade de poder fazer meia hora matinal de bicicleta, que nem estou para me preocupar muito.
Aumento de peso? Frankly, my dear, I don’t give a damn!


Ps – para quem não conhece o Diogo Cão, podem ver fotos dele aqui e aqui. Tem quatro anos, gosta de correr atrás de bicicletas, perseguir coelhos indefesos e acredita que mantas de malha polar são um direito inalienável de qualquer cão. Já ouviu uns rumores acerca de cães que não estão autorizados a dormir no sofá mas não acredita nesse tipo de mito urbano.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Bicicleta 10 - Papoila 0

Esta beleza acima é a Guidinha, a minha bicicleta.
A rua que vêem atrás é uma das razões pelas quais nunca me interessei muito por bicicletas. Mas agora temos uma ciclovia bem plana e estou decidida a usufrui-la sem ser apenas para caminhadas.

Se a pergunta é “então, já aprendeste?”, a resposta é… “não, mas tenho muito jeito para deixar cair a bicicleta e saltar para o outro lado!”.
Parecendo que não, esta coisa de ainda não ter aterrado de fuças no chão com a Guidinha em cima tem sido animadora. Pelo menos as aulas de flexibilidade de Pilates não têm sido em vão!

Agora, estou a ser vítima de discriminação. Sério. Ando desde a escola primária a ouvir “Como assim, não sabes andar de bicicleta? Toda a gente sabe!”.
Eu até já estava habituada à coisa. Mas desde que tenho a bicicleta, a coisa piorou:
“Com essa idade é que vais aprender?”
“Vais cair e olha que já não cais como quando eras miúda”
E a minha favorita:
“Mas queres aprender a andar para emagreceres mais?”

Já para nem falar nos risinhos da vizinhança que servem de banda sonora às minhas tentativas. Aparentemente, já tenho idade para ter juízo e não me meter nestas aventuras.
Vale a alegria do Diogo (que fica encantado por poder correr atrás de coelhos…) e a paciência da mami, que diz que tenho jeito e que vou conseguir.

E vou! Nem que seja daqui a meses!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A minha nova aventura!



Não, não é uma destas!
Mas a mami ontem comprou uma bicicleta linda.
E… é desta que vou aprender a andar de bicicleta!


(se eu desaparecer não se preocupem: estarei no hospital com as pernas engessadas, ok?)