Sim, já tinha perdido quase 12kg! grrrr

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Estou mais forte!

Segunda-feira, estava eu posta em sossego depois de um exercício particularmente pesado, um dos meus colegas vira-se para mim e diz:
- Você está muito mais forte do que quando veio para cá.

Olhei logo para o espelho, convicta que o quilo que ganhei no Natal, e que insiste em aparecer/desaparecer, era bem visível para qualquer pessoa.
Perguntei-lhe logo de caras:
- Acha que estou mais gorda do que quando vim para cá?
- Gorda? Eu não disse gorda, disse forte. Forte de força! Já viu bem as mudanças que fez em pouco mais de 2 meses?

E não é que ele tem razão? Aumentei bastante as cargas e intensidades do exercício.
Sabem aquelas barras que elevamos deitadas num banco? Comecei por fazer 6 quilos, três séries de 10. Já estou a fazer 3 séries de 15, com… 17 quilos!
Comecei com aquelas bicicletas ergométricas ou lá que são, agora uso as magnéticas do indoor cycling. Detalhe: da luta que foi conseguir pedalar 2 minutos de pé, passei a 15 minutos a pedalar de pé, non-stop. Só não faço mais porque forçaria demais o pé.

A passadeira? 25 minutos a 7 kms/h com inclinação máxima. (aqui o pé volta a atrapalhar na hora de aumentar o tempo, já que correr está fora de questão).
Tenho pena de não saber o nome das máquinas e exercícios, sei apenas para que servem… e da luta que era, por exemplo, exercitar os deltóides sem desatar a chorar ou desistir.

Portanto, para quem acha que não está a obter resultados no ginásio (leia-se: emagrecer): revejam bem as coisas. Claro que emagrecer é óptimo e pretendo chegar à minha meta. Mas enquanto isso não acontece, ter a certeza que estou a modificar para melhor o meu corpo é… excelente!
Sinto-me mais forte (no verdadeiro sentido do termo e não naquele eufemismo para gordura…), com uma postura mais alinhada, os braços e pernas mais rijos e… muito mais confiante.

O corpo é uma máquina incrível, sempre pronto a recuperar-se!

Mensagem positiva do dia: é sempre possível melhorar a nossa condição física, mesmo quando a balança parece não cooperar!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Pensando melhor....

E como dirão as nossas colegas do outro lado do Atlântico, cá ando “aos trancos e barrancos”.

A vontade de comer disparates continua, mas creio que isso se deve ao imenso tempo que passo em casa. Não consigo levantar-me tarde (nem quero habituar-me a tal coisa), arrumo a casa e tal e depois… depois … nada!
Juro que não compreendo como é que se pode passar meses e anos a ser “dona de casa”. Raio de tédio! Espero bem arranjar mais traduções em breve, não só pela parte financeira, mas também porque claramente não me dou bem com a “vidinha caseira”. E raispartam o frigorífico!


Mas já arranjei duas tarefas para as tardes: bordar e estudar espanhol. Se bem que já dei por mim a fazer exercícios de gramática e a mastigar umas coisinhas… o ponto cruz parece-me mais eficaz, pelo menos tenho as mãos muito ocupadas… ihihihih (fora o medo de sujar o trabalho, né?)

Meditei bastante sobre o meu boicote… aliás, fez-se luz quando li o comentário da gorda, que me dizia que eu não precisava estar tão preocupada uma vez que nem sequer sou obesa.
E de repente… acho que perdi a urgência de emagrecer e chegar à boa forma total quando me voltei a sentir normal.
Como ainda por cima faço exercício, apesar dos quilos a mais que ainda tenho, tá a ficar tudo durinho, sem nada ao dependuro.
A celulite desaparece a olhos vistos, o pneu está também longe da “bóia” que já foi, as omoplatas prometem aparecer em todo o seu esplendor no próximo Verão… exercícios que fazia com dez quilos, faço com 30… aumentei a carga na bike (até já ando de pé nas magnéticas!), a passadeira na inclinação máxima…
A verdade é que me sinto em boa forma, apesar dos quilos a mais que ainda tenho.

Mas ainda tenho quilos e centímetros a mais.
Postei no blog que uso para o desafio as minhas medidas. Mas para terem uma ideia: de cintura, tenho 87 cms. Isso ainda é bem acima do máximo recomendado para uma mulher (80 cms). Sei perfeitamente que nunca terei cinturinha de vespa, simplesmente não está na minha estrutura. Mas quero ter essas medidas dentro dos padrões de saúde, já que a gordura abdominal (vulgo tipo maçã) é a que mais problemas acarreta para a saúde.

Claro que quando me lembro que comecei a dieta com uns horrorosos 105 cms de cintura, sinto-me orgulhosa do caminho percorrido. 18 cms a menos na cintura fez uma diferença brutal!
Nessa altura tinha 39% de Massa Gorda. Agora tenho 30, 5%, coladinho ao máximo recomendado para a minha idade – 30.

Mas… se consegui até aqui, porque raio irei desistir agora e deitar tudo a perder?
Por isso fico tão furiosa comigo quando faço asneiras e boicoto todo o trabalho que tenho vindo a desenvolver.
Amuo, zango-me e tal. Mas não desisto!!!
E agora vou ali beber mais chá e terminar o meu bordado!

terça-feira, 3 de março de 2009

Porque me boicoto???


Ando positivamente aborrecida comigo.
Estou farta de fazer asneira em cima de asneira. Não que eu coma um bolo ou uma lasanha. Nada disso. Nada de tão grandioso: é mais um bocadinho de pãozinho, uma bolachinha, um quadradinho de chocolatinho, uma fatiazinha de queijinho, um bocadinho mais de arrozinho.
Tudo “inhos e inhas” que somados fazem o total de uma boa lasanha. Mais me valia enfardar logo a dita cuja, curtir uma dor de estômago fenomenal e depois andar a caldinhos uma semana.

Porque me boicoto? Sinceramente, não sei.
Não tenho dificuldade em ir ao ginásio três vezes por semana. Nos outros quatro dias faço dois de natação e ainda caminhadas. É raríssimo passar um dia sem fazer exercício! Aliás, nem gosto, sinto-me logo mais “entrevada”.
Faço os meus exercícios de Pilates em casa e tudo.

Porque raio tenho motivação para me levantar às sete da manhã para ir à piscina e depois não tenho motivação para com não comer uma colherzinha extra de arroz?
De que me serve fazer todos os exercícios com dedicação se depois não fecho a boca?

What’s wrong with me???

Faço três ou quatro dias absolutamente impecáveis, o peso baixa e eu… como mais nesse dia????

Ando muito desiludida comigo mesma, essa é que essa.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pesar-se diariamente


Eu peso-me diariamente.
Escolhi um dia da semana (sábado) para pesagens oficiais e considero as outras pesagens como referências. Referências de quê? Da água ingerida, de novos alimentos, de excesso de outros, do funcionamento dos intestinos, do exercício físico… essas coisas.

Não há aqui paranóia minha, não caio pró lado de horror cada vez que a balança me “devolve” peso. Faço é um esforço para perceber se é uma variação normal (ciclo hormonal, por exemplo), retenção de líquido (sinal de pouca água ingerida, geralmente acompanhada por dores na barriga da perna…), intestinos preguiçosos (verificar a fibra ingerida…) ou se pura e simplesmente me baldei e comi alimentos ricos em gordura, açúcar ou sal, todos eles engordativos e causadores de inchaço, má digestão e retenção de líquidos. Também já percebi que quando durmo menos horas acordo mais pesada do que no dia anterior, sem que isso signifique asneira na dieta.

Antigamente, fugia de balanças. Sempre que notava a roupa mais apertada, tomava acções drásticas (leia-se dieta rigorosa e desequilibrada). NÃO ME PESAVA. Aliás, deixava para depois, tipo “vou ter cuidado uns dias, perder isto e depois peso-me, este peso não é real”. Ohhhh, simmmmmm…..

Tinha até a desculpa perfeita: “não tenho balança em casa”. Farmácias? Ah, mas aí tinha que me pesar vestida e calçada, logo esse peso também não contava. Gorda decidida a ignorar uma balança é de uma capacidade inventiva impressionante. Quanta imaginação!

Não sei até que ponto pesar-se diariamente pode ser positivo para alguém que esteja a iniciar uma dieta, eu não o fiz porque tinha uma analógica, incapaz de mostrar diferenças menores que 500 gramas.
Mas para quem está já consciente que perder peso não é um percurso linear, aceitar que há perdas e ganhos de peso durante o processo, aí sim, creio que pode ser uma mais valia.

De qualquer modo, enfrentar o nosso peso real e não uma “estimativa”, feita a partir da roupa que vestimos, é essencial. É desagradável? Muuuiittttoooo. Ver “preto no branco” um número bem redondo, perceber que estamos a mandar para o lixo o bom aspecto, a saúde… acima de tudo, sentimo-nos burras. Eu senti-me uma perfeita idiota quando compreendi a extensão desastrosa do meu “deixa andar”. Do meu “logo que a vida estabilize, penso melhor nisso”. Do “tanto problema sério para resolver, isto fica para depois, para quando tiver cabeça para pensar nisso”.

Alto lá… só temos um corpo! Sem um corpo em boas condições, como poderemos enfrentar desafios?
Um exemplo prático? Se eu não tivesse agilidade e rapidez de movimentos para saltar da bicicleta durante as minhas tentativas, quantas vezes já teria ido ao chão? Se eu pesasse 100 quilos e não fizesse exercício, poderia encarar aprender a andar de bicicleta com tão tanta certeza de não me magoar?

Agora que o Verão está a acabar (se bem que cá em cima, a bem dizer, nem chegou a começar…. Não tenho memória de verão mais ranhoso que este…), algumas meninas vão desaparecer porque não cumpriram o objectivo de emagrecer e ficar linda e fabulosa até ao verão. Outras, assustadas com as fotos de verão irão iniciar ou reactivar blogs com a esperança de chegar ao Ano Novo com um corpo magro e lindo, daqueles que ficam bem em vestidinhos. Estou aqui há um ano e já deu para perceber esse padrão…


Mas o nosso corpo, o nosso bem-estar, a nossa saúde não pode ser cíclica.

Então… vamos lá a recomeçar a planear, a corrigir os erros que minam os nossos esforços!

E vocês? Como é a vossa relação com a balança?

ps - a balança já acusa 68.4, mas só actualizarei a régua sábado. Se é assim para as subidas, também tem de ser assim para as descidas. Tem que haver coerência, carago!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Aceitar ser gorda? uma ova!

Não, eu não derreti com a vaga de calor! Mas pouco falta!
Tenho andado por aqui a meio gás, tirei as manhãs desta semana para fazer uma série de exames e consultas.
O pé continua a dar-me trabalho, vou agora fazer um TAC para confirmar (ou não!) uma suspeita pouco simpática. Façam lá muita força para eu ter uma artrose, tá? É que a outra hipótese não é nada boa.
Para já, a médica “ordenou-me” que perdesse 10 kilos o mais rapidamente possível. Seja qual for o diagnóstico final, qualquer uma das situações será bem mais fácil de suportar se estiver leve. (Que surpresa!)

Mas eu não vim aqui para escrever um post depressivo, ao melhor estilo do “ai tadinha de mim, tudo me acontece!”

Já perdi demasiado tempo da minha via a lamentar-me por as coisas não correrem de acordo com o que desejei. Como ainda ontem comentei com uma amiga muito querida: nada é definitivo, nem o bem, nem o mal. Tudo passa. Isto também passará.

O propósito deste post é um alerta.
Imaginam porque é que eu dei cabo duma articulação? Façam lá uma ideia… pois!
Eu sempre tive pés sensíveis e é certo que o pé esquerdo está impecável. Mas a verdade – dita pela minha médica – é que este tipo de complicações são típicas de pessoas com excesso de peso. Claro que poderia ter tido este problema sem excesso de peso, mas muito provavelmente só o teria bem mais tarde. (nem quero imagirar como estaria se tivesse chegado aos 100 kg!)

Muitas vezes leio em blogs pessoas que defendem o “direito a ser gordinhas”, alegando que são gordas saudáveis, com taxas sanguíneas impecáveis, que muitos magros têm colesterol e patati patata. Tretas!
Isso é só parte do problema! E as articulações? E a perda de mobilidade? E os problemas de fertilidade? O perigo da diabetes? As complicações cardiovasculares?

Amarmo-nos tal como somos, ter uma boa auto-estima não é assumir a obesidade ou “apenas” excesso de peso como uma característica normal, estilo ter olhos castanhos ou azuis. É fazer o possível para ter o máximo de saúde possível, naquilo que depende de nós. E o peso, salvo raríssimas excepções, depende de nós, por muito tempo que a gente se tenha andado a enganar. Não há conspiração divina ou genética contra nós. Há a nossa predisposição a repetir o arrozinho, a comer uma fatia de bolo extra para “não fazer desfeita”.

Eu não tenho paciência para os movimentos do “fat acceptance” e do “big is beautiful”.
Isso de andar passar a mãozinha pela cabeça e a dizer “que importa se pesas 120 kg, o teu interior é que conta”, é um disparate total. E perigoso, ainda por cima! Pode funcionar enquanto a pessoa é jovem e o corpo, mal ou bem, vai absorvendo os choques. E depois, à medida que se aproxima dos 40, 50 ou 60 anos?
Alguém aqui quer ser uma velhota entrevada “mas com um interior lindo”????

Há uma diferença muito grande entre ter peso saudável e ter corpo de modelo. Mas as pessoas “anti-dieta” falam como se para ter um peso normal, fosse supostos sermos magríssimas, com corpo de modelo de passerelle. Sejamos honestas: as possibilidades de conquistarmos esse corpo é reduzida e na maioria dos casos, nem é a meta a atingir.


E agora chega de leitura e passemos aos bonequinhos:
Vejam a diferença que seis quilos entre estas fotos fizeram! Nas primeiras tinha 76 e nas mais recentes, 70. Olhem bem para as costas de jogador de rugby que eu tinha, e digam lá que pequenas perdas, como esta de 8%, não fazem diferença!



As calças são exactamente iguais, aproveitei uns saldos para comprar em 3 cores. Isso também é típico de gorda: serviu? Leva logo 2 ou 3 antes que esgote!
Tou fora dessa!!!

Ps – n sei se a foto dá para aumentar ao clicar, digam alguma coisa, tá?

Pps – amanhã vou para Lisboa, regressarei bronzeada na terça!