Sim, já tinha perdido quase 12kg! grrrr

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terça-feira, 3 de março de 2009

Porque me boicoto???


Ando positivamente aborrecida comigo.
Estou farta de fazer asneira em cima de asneira. Não que eu coma um bolo ou uma lasanha. Nada disso. Nada de tão grandioso: é mais um bocadinho de pãozinho, uma bolachinha, um quadradinho de chocolatinho, uma fatiazinha de queijinho, um bocadinho mais de arrozinho.
Tudo “inhos e inhas” que somados fazem o total de uma boa lasanha. Mais me valia enfardar logo a dita cuja, curtir uma dor de estômago fenomenal e depois andar a caldinhos uma semana.

Porque me boicoto? Sinceramente, não sei.
Não tenho dificuldade em ir ao ginásio três vezes por semana. Nos outros quatro dias faço dois de natação e ainda caminhadas. É raríssimo passar um dia sem fazer exercício! Aliás, nem gosto, sinto-me logo mais “entrevada”.
Faço os meus exercícios de Pilates em casa e tudo.

Porque raio tenho motivação para me levantar às sete da manhã para ir à piscina e depois não tenho motivação para com não comer uma colherzinha extra de arroz?
De que me serve fazer todos os exercícios com dedicação se depois não fecho a boca?

What’s wrong with me???

Faço três ou quatro dias absolutamente impecáveis, o peso baixa e eu… como mais nesse dia????

Ando muito desiludida comigo mesma, essa é que essa.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Novidades e cusquices :)


Ontem ri-me na cara duma gaja. A ranhosa (literalmente!) veio com uma conversa de dietas, medicamentos e outras tretas. Pediu-me para lhe dizer “o que ando a tomar”.
Lá lhe expliquei que não tomo nada, mas que faço exercício e dieta. “oh, sim… pois… mas para ser uma diferença tão grande, alguma ajuda deves ter”.
Recapitulei: dieta, exercício. Que em 15 meses de dieta, emagreci 12 kg, o que dá uma média de 1.250 kg por mês, muito longe dos resultados obtidos com a toma de medicamentos. Agora nota-se muito… mas os primeiros 5 kg que perdi, pouca gente reparou neles, tão gordalhufa eu estava!

Veio a mãe da gaja e reiterou a ideia das minhas “ajudas” e rematou com um fabuloso “isso é típico das mulheres que emagrecem, nunca contam o segredo”.

Segredo??? Não tem “segredo” nenhum! Tem é boca fechada e rabo fora do sofá e da cama! Disse-lhe: “olha, G, eu levanto-me antes das sete e vou caminhar, subir degraus, andar de bicicleta ou nadar. Todos os dias!” (ok, ontem não fui, estava frio demais até para mim!!!)

Resposta dela: “tão cedo com o frio que está? Isso faz muito mal aos pulmões, podes apanhar uma gripe ou pior”. E olhem… não me contive… “Achas? Mas tu é que andas sempre a assoar-te e a tossir! Eu cá tenho os pulmões e brônquios limpos”.

Pronto… talvez eu não tenha sido uma simpatia… mas esta gaja já me anda a irritar há muito tempo, por muitos motivos (inclusive por se ter esquecido algumas vezes de dar lanche à própria filha durante as férias da mãe, mas enfim…).

Agora o ridículo da cena: aqui há umas 2 ou 3 semanas, a senhora da loja de guloseimas resolveu dar gomas a todas. Recusei por um motivo óbvio: odeio gomas, sou absolutamente incapaz de trincar aquilo sem ter vómitos. Educadamente, recusei.
E começou ali uma cena surrealista: todas me queriam convencer a comer porque era uma marca nova, muito boa. Recusei novamente e acabei por confessar que não gostava de gomas, convencida que isso poria termo à conversa.

O que fui dizer! Uma delas desatou ali a dizer que eu estava obcecada com a dieta, que não podia ser assim, que o excesso de restrições faz mal, que é preciso comer de tudo e ter uma ida normal. (de tudo??? Desde quando gomas fazem bem???).
Eu dizia: “mas eu nunca gostei de gomas”
Elas ouviam: “prefiro passar fome a engordar”.
Nunca me tinha acontecido nada assim!
(dias depois, uma veio dizer-me que a senhora tinha ficado ofendida por eu ter duvidado da qualidade das gomas… PQP!!!)

Uma das que acha que não nos devemos privar de nada, que a vida é curta para viver sem prazeres (sim, porque uma goma é um prazer do caraças…), que temos de aceitar a natureza e viver de bem connosco era… a tal G!!!

Resumindo: recusar uma goma é contra a natureza, mas tomar medicamentos para emagrecer, não? Porreiro, pá!

Agora as novidades: inscrevi-me no ginásio perto de minha casa e vou começar a fazer musculação e indoor cycling. Dá para ir a pé ou de bicicleta (poupo na gasolina!) e ainda por cima é bastante acessível. Como a mami também vai fazer ginástica, temos um “Cartão Família”… três vezes por semana, 25 euros por mês cada uma!
Não tem piscina nem Pilates… mas já desisti de fazer tudo no mesmo local, só mesmo em ginásios caros. E como se sabe, quem não tem cão, caça com gato!

Para quem não sabe: em Janeiro vou fechar a loja e procurar outro rumo de vida. Como o Pilates é aqui perto da loja, não vai dar jeito fazer 20 kms para cada lado só para vir às aulas. Pensei, investiguei… e esta é a solução possível por agora. Vou ficar sem Pilates, mas vou começar outras coisas. E também vou tentar comprar um vídeo porreiro… vou tentar fazer em casa. Não tenho dinheiro para pagar Pilates e outro ginásio e ainda a natação…

Preciso dar uma aceleradela ao processo, ando a pastar entre os 67 e os 68 desde Julho! Falta de vergonha na cara, é o que é!

Acima de tudo: recuso-me a ficar fechada em casa, deprimida por ter ido à falência e a engordar como uma lontra. Mereço mais do que isso. E mai nada!

Ps – amanhã é dia de pesagem, vamos lá ver como me saí esta semana!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Papoila bem comportada

E lá se acabaram os três dias de descanso, praia, passeio e boa comida.
Isso mesmo, leram bem, aqui a Papoila comeu muito bem tendo em conta a situação. Nem uma grama engordei! E olhem que tive direito a mariscadas, tapas espanholas, gelado, vinho e pão alentejano.
O milagre? Não tem milagre, tem… planificação!

Vamos por partes:
O casal amigo com quem fui passar estes dias não é lá muito dado a comidas lights, preferem as tradicionais. Também têm horários muito diferentes dos meus, almoçam lá pelas 14/15h, jantam às 21.30, na melhor das hipóteses… fazem imensas refeições fora…
Noutra altura, isto seria logo um “se é prá desgraça, é prá desgraça”.
Desta vez não foi! Para começo de conversa, meti no meu saco pacotes de 200 ml de leite se soja, fáceis de transportar, bolachas de aveia integral e maçãs gala. Levei também aveia suficiente para os pequenos-almoços. Determinei que não seria apanhada longe de um frigorífico longas horas e à mercê de bares de praias e afins. Iria comer no MEU horário, independentemente deles.

Sábado
Cheguei a Lisboa às 9.30 da manhã e lá estavam eles à minha espera. Primeira paragem: Jardim do Príncipe Real para pequeno-almoço deles e um café para mim. Aproveitamos para comprar lá frutas e legumes de excelente qualidade, já que ao sábado há um mercado ao ar livre de produtos biológicos. Recomendo vivamente a quem mora perto!

Fomos a casa prepararmo-nos para um tarde de praia. Antes de sairmos, aí pelas 13.30, almocei uma salada com queijo fresco, comi uma peça de fruta e meti outras no saco da praia. Eles não comeram nada, já que tinham tomado um bom pequeno-almoço.
Praia, mar, banho…. E “almoço” às 17 da tarde, no restaurante da praia: camarão, amêijoas, mexilhões e…. salada, muita salada, duas fatias de um pão excelente e água como bebida. Se estava a comer pão, não ia abusar mais e beber cerveja, certo? Eles dividiram uma mousse de chocolate, de sobremesa.
O jantar? Fruta e um copo de leite, já por volta das 22h

Domingo:
Levantei-me às 7.30 e aproveitei o facto de eles viverem a uns 700 metros da praia. Comi uma laranja, peguei numa garrafa de água e fui caminhar uma hora na marginal, voltei para casa e tomei o meu leite com aveia. (aqueles estafermos são dorminhocos!)
Almoçamos em Cascais, num restaurante italiano excelente e comi uma coisa que não sei o nome nem nunca tinha visto. Limitei-me a copiar o pedido da minha amiga, já que temos gostos muito parecidos. Eram vegetais e queijo feta salteados e embrulhados numa massa folhada finíssima, super leve e acompanhado de rúcula de um molho que não identifiquei. Devia ser o equivalente a uma colher de sobremesa, espalhada em salpicos no prato e não na salada. Aquilo parecia comida de revistas gourmet!
Para ser honesta: apeteceu-me fotografar aquilo tudo, mas não quis dar aspecto de provinciana… lololol Sobremesa? Um doce que juntava morangos, uma bolacha finíssima e crocante e mousse de maracujá.
Notem bem: a sobremesa foi dividida pelos três!
À tarde comi gelado da célebre gelataria Santini. Eu não ia a Cascais há uns 7 ou 8 anos, recusar um gelado era crime! Se os reis de Espanha quando vêm a Portugal vão lá comer gelado, eu lá ia deixar passar a oportunidade?

À noite os filhos (já adultos) do meu amigo iam lá jantar a casa, por isso houve jantar “a sério”: lombo assado com alecrim, arroz de forno e cogumelos salteados. Optei por iniciar a refeição com uma salada de tomate e só depois provei a outra comida. Comi pouquíssimo, mais interessada na conversa do que em morfar. Bebi um copo de vinho da Bairrada, excelente.
Sobremesa: gelado de chocolate negro. Comi uma colherzinha de sobremesa.
E sabem que mais? A embalagem era de 250 gr, seis adultos comeram gelado e ainda sobrou quase metade da embalagem.
Claro que eles são magros!
Aliás, reparei bem na quantidade de comida que ingeriam e devo dizer que apesar de à primeira vista “comerem de tudo, até sobremesas calóricas”, a verdade é que as quantidades eram mínimas! Aquilo que para nós será um dia, na melhor das hipóteses, a fase de “manutenção”, para eles é comer normalmente. Não há exageros, não há repetições generosas, não há pratos cheios. Tão simples quanto isso!
Tanto em casa como na rua, comem pouco. Não admira que se mantenham elegantes!

Alguma vez, numa família de gordos ou glutões, uma embalagem de 250 gr de gelado daria para seis pessoas e ainda sobraria? Eu tenho sérias dúvidas!

Não vou falar do que comi ontem, uma vez que foi na mesma linha: uma refeição fora com coisas diferentes do habitual e muito cuidado nas restantes.
Reparem bem: muito cuidado. Comer pouco naturalmente não é inato em mim como parece ser nestes meus amigos.
Nos restaurantes, comi exactamente como eles: pouco. Mas fi-lo por disciplina, por medo de pôr a perder todo o empenho das últimas semanas. Não o fiz por achar que metade da comida que me põem no prato é mais do que satisfatório. Não o fiz por desprendimento à comida.
Fi-lo porque me propus ter um peso mais saudável, mais de acordo com a minha altura e idade.
Olhando para eles, sinto que me falta ainda um longo percurso a percorrer.

Talvez eu nunca seja capaz de comer pouco por apetite natural. Talvez tenha de vigiar a minha alimentação sempre, especialmente em termos de quantidade.
Mas em conversa com a Estela, percebi uma coisa: não sou a única que faz uma alimentação impecável mas sempre a sonhar com o que ficou na travessa.
Se calhar, temos algum defeito de fabrico… mas reconhecermos estas características e lutar contra elas é meio caminho para a vitória!

Melhor ainda: não estamos sós!



Ps – obrigada por torcerem pela artrose! Lolol (ao que uma gaja chega!)