E lá se acabaram os três dias de descanso, praia, passeio e boa comida.
Isso mesmo, leram bem, aqui a Papoila comeu muito bem tendo em conta a situação. Nem uma grama engordei! E olhem que tive direito a mariscadas, tapas espanholas, gelado, vinho e pão alentejano.
O milagre? Não tem milagre, tem… planificação!
Vamos por partes:
O casal amigo com quem fui passar estes dias não é lá muito dado a comidas lights, preferem as tradicionais. Também têm horários muito diferentes dos meus, almoçam lá pelas 14/15h, jantam às 21.30, na melhor das hipóteses… fazem imensas refeições fora…
Noutra altura, isto seria logo um “se é prá desgraça, é prá desgraça”.
Desta vez não foi! Para começo de conversa, meti no meu saco pacotes de 200 ml de leite se soja, fáceis de transportar, bolachas de aveia integral e maçãs gala. Levei também aveia suficiente para os pequenos-almoços. Determinei que não seria apanhada longe de um frigorífico longas horas e à mercê de bares de praias e afins. Iria comer no MEU horário, independentemente deles.
Sábado
Cheguei a Lisboa às 9.30 da manhã e lá estavam eles à minha espera. Primeira paragem: Jardim do Príncipe Real para pequeno-almoço deles e um café para mim. Aproveitamos para comprar lá frutas e legumes de excelente qualidade, já que ao sábado há um mercado ao ar livre de produtos biológicos. Recomendo vivamente a quem mora perto!
Fomos a casa prepararmo-nos para um tarde de praia. Antes de sairmos, aí pelas 13.30, almocei uma salada com queijo fresco, comi uma peça de fruta e meti outras no saco da praia. Eles não comeram nada, já que tinham tomado um bom pequeno-almoço.
Praia, mar, banho…. E “almoço” às 17 da tarde, no restaurante da praia: camarão, amêijoas, mexilhões e…. salada, muita salada, duas fatias de um pão excelente e água como bebida. Se estava a comer pão, não ia abusar mais e beber cerveja, certo? Eles dividiram uma mousse de chocolate, de sobremesa.
O jantar? Fruta e um copo de leite, já por volta das 22h
Domingo:
Levantei-me às 7.30 e aproveitei o facto de eles viverem a uns 700 metros da praia. Comi uma laranja, peguei numa garrafa de água e fui caminhar uma hora na marginal, voltei para casa e tomei o meu leite com aveia. (aqueles estafermos são dorminhocos!)
Almoçamos em Cascais, num restaurante italiano excelente e comi uma coisa que não sei o nome nem nunca tinha visto. Limitei-me a copiar o pedido da minha amiga, já que temos gostos muito parecidos. Eram vegetais e queijo feta salteados e embrulhados numa massa folhada finíssima, super leve e acompanhado de rúcula de um molho que não identifiquei. Devia ser o equivalente a uma colher de sobremesa, espalhada em salpicos no prato e não na salada. Aquilo parecia comida de revistas gourmet!
Para ser honesta: apeteceu-me fotografar aquilo tudo, mas não quis dar aspecto de provinciana… lololol Sobremesa? Um doce que juntava morangos, uma bolacha finíssima e crocante e mousse de maracujá.
Notem bem: a sobremesa foi dividida pelos três!
À tarde comi gelado da célebre gelataria Santini. Eu não ia a Cascais há uns 7 ou 8 anos, recusar um gelado era crime! Se os reis de Espanha quando vêm a Portugal vão lá comer gelado, eu lá ia deixar passar a oportunidade?
À noite os filhos (já adultos) do meu amigo iam lá jantar a casa, por isso houve jantar “a sério”: lombo assado com alecrim, arroz de forno e cogumelos salteados. Optei por iniciar a refeição com uma salada de tomate e só depois provei a outra comida. Comi pouquíssimo, mais interessada na conversa do que em morfar. Bebi um copo de vinho da Bairrada, excelente.
Sobremesa: gelado de chocolate negro. Comi uma colherzinha de sobremesa.
E sabem que mais? A embalagem era de 250 gr, seis adultos comeram gelado e ainda sobrou quase metade da embalagem.
Claro que eles são magros!
Aliás, reparei bem na quantidade de comida que ingeriam e devo dizer que apesar de à primeira vista “comerem de tudo, até sobremesas calóricas”, a verdade é que as quantidades eram mínimas! Aquilo que para nós será um dia, na melhor das hipóteses, a fase de “manutenção”, para eles é comer normalmente. Não há exageros, não há repetições generosas, não há pratos cheios. Tão simples quanto isso!
Tanto em casa como na rua, comem pouco. Não admira que se mantenham elegantes!
Alguma vez, numa família de gordos ou glutões, uma embalagem de 250 gr de gelado daria para seis pessoas e ainda sobraria? Eu tenho sérias dúvidas!
Não vou falar do que comi ontem, uma vez que foi na mesma linha: uma refeição fora com coisas diferentes do habitual e muito cuidado nas restantes.
Reparem bem: muito cuidado. Comer pouco naturalmente não é inato em mim como parece ser nestes meus amigos.
Nos restaurantes, comi exactamente como eles: pouco. Mas fi-lo por disciplina, por medo de pôr a perder todo o empenho das últimas semanas. Não o fiz por achar que metade da comida que me põem no prato é mais do que satisfatório. Não o fiz por desprendimento à comida.
Fi-lo porque me propus ter um peso mais saudável, mais de acordo com a minha altura e idade.
Olhando para eles, sinto que me falta ainda um longo percurso a percorrer.
Talvez eu nunca seja capaz de comer pouco por apetite natural. Talvez tenha de vigiar a minha alimentação sempre, especialmente em termos de quantidade.
Mas em conversa com a Estela, percebi uma coisa: não sou a única que faz uma alimentação impecável mas sempre a sonhar com o que ficou na travessa.
Se calhar, temos algum defeito de fabrico… mas reconhecermos estas características e lutar contra elas é meio caminho para a vitória!
Melhor ainda: não estamos sós!
Ps – obrigada por torcerem pela artrose! Lolol (ao que uma gaja chega!)
Isso mesmo, leram bem, aqui a Papoila comeu muito bem tendo em conta a situação. Nem uma grama engordei! E olhem que tive direito a mariscadas, tapas espanholas, gelado, vinho e pão alentejano.
O milagre? Não tem milagre, tem… planificação!
Vamos por partes:
O casal amigo com quem fui passar estes dias não é lá muito dado a comidas lights, preferem as tradicionais. Também têm horários muito diferentes dos meus, almoçam lá pelas 14/15h, jantam às 21.30, na melhor das hipóteses… fazem imensas refeições fora…
Noutra altura, isto seria logo um “se é prá desgraça, é prá desgraça”.
Desta vez não foi! Para começo de conversa, meti no meu saco pacotes de 200 ml de leite se soja, fáceis de transportar, bolachas de aveia integral e maçãs gala. Levei também aveia suficiente para os pequenos-almoços. Determinei que não seria apanhada longe de um frigorífico longas horas e à mercê de bares de praias e afins. Iria comer no MEU horário, independentemente deles.
Sábado
Cheguei a Lisboa às 9.30 da manhã e lá estavam eles à minha espera. Primeira paragem: Jardim do Príncipe Real para pequeno-almoço deles e um café para mim. Aproveitamos para comprar lá frutas e legumes de excelente qualidade, já que ao sábado há um mercado ao ar livre de produtos biológicos. Recomendo vivamente a quem mora perto!
Fomos a casa prepararmo-nos para um tarde de praia. Antes de sairmos, aí pelas 13.30, almocei uma salada com queijo fresco, comi uma peça de fruta e meti outras no saco da praia. Eles não comeram nada, já que tinham tomado um bom pequeno-almoço.
Praia, mar, banho…. E “almoço” às 17 da tarde, no restaurante da praia: camarão, amêijoas, mexilhões e…. salada, muita salada, duas fatias de um pão excelente e água como bebida. Se estava a comer pão, não ia abusar mais e beber cerveja, certo? Eles dividiram uma mousse de chocolate, de sobremesa.
O jantar? Fruta e um copo de leite, já por volta das 22h
Domingo:
Levantei-me às 7.30 e aproveitei o facto de eles viverem a uns 700 metros da praia. Comi uma laranja, peguei numa garrafa de água e fui caminhar uma hora na marginal, voltei para casa e tomei o meu leite com aveia. (aqueles estafermos são dorminhocos!)
Almoçamos em Cascais, num restaurante italiano excelente e comi uma coisa que não sei o nome nem nunca tinha visto. Limitei-me a copiar o pedido da minha amiga, já que temos gostos muito parecidos. Eram vegetais e queijo feta salteados e embrulhados numa massa folhada finíssima, super leve e acompanhado de rúcula de um molho que não identifiquei. Devia ser o equivalente a uma colher de sobremesa, espalhada em salpicos no prato e não na salada. Aquilo parecia comida de revistas gourmet!
Para ser honesta: apeteceu-me fotografar aquilo tudo, mas não quis dar aspecto de provinciana… lololol Sobremesa? Um doce que juntava morangos, uma bolacha finíssima e crocante e mousse de maracujá.
Notem bem: a sobremesa foi dividida pelos três!
À tarde comi gelado da célebre gelataria Santini. Eu não ia a Cascais há uns 7 ou 8 anos, recusar um gelado era crime! Se os reis de Espanha quando vêm a Portugal vão lá comer gelado, eu lá ia deixar passar a oportunidade?
À noite os filhos (já adultos) do meu amigo iam lá jantar a casa, por isso houve jantar “a sério”: lombo assado com alecrim, arroz de forno e cogumelos salteados. Optei por iniciar a refeição com uma salada de tomate e só depois provei a outra comida. Comi pouquíssimo, mais interessada na conversa do que em morfar. Bebi um copo de vinho da Bairrada, excelente.
Sobremesa: gelado de chocolate negro. Comi uma colherzinha de sobremesa.
E sabem que mais? A embalagem era de 250 gr, seis adultos comeram gelado e ainda sobrou quase metade da embalagem.
Claro que eles são magros!
Aliás, reparei bem na quantidade de comida que ingeriam e devo dizer que apesar de à primeira vista “comerem de tudo, até sobremesas calóricas”, a verdade é que as quantidades eram mínimas! Aquilo que para nós será um dia, na melhor das hipóteses, a fase de “manutenção”, para eles é comer normalmente. Não há exageros, não há repetições generosas, não há pratos cheios. Tão simples quanto isso!
Tanto em casa como na rua, comem pouco. Não admira que se mantenham elegantes!
Alguma vez, numa família de gordos ou glutões, uma embalagem de 250 gr de gelado daria para seis pessoas e ainda sobraria? Eu tenho sérias dúvidas!
Não vou falar do que comi ontem, uma vez que foi na mesma linha: uma refeição fora com coisas diferentes do habitual e muito cuidado nas restantes.
Reparem bem: muito cuidado. Comer pouco naturalmente não é inato em mim como parece ser nestes meus amigos.
Nos restaurantes, comi exactamente como eles: pouco. Mas fi-lo por disciplina, por medo de pôr a perder todo o empenho das últimas semanas. Não o fiz por achar que metade da comida que me põem no prato é mais do que satisfatório. Não o fiz por desprendimento à comida.
Fi-lo porque me propus ter um peso mais saudável, mais de acordo com a minha altura e idade.
Olhando para eles, sinto que me falta ainda um longo percurso a percorrer.
Talvez eu nunca seja capaz de comer pouco por apetite natural. Talvez tenha de vigiar a minha alimentação sempre, especialmente em termos de quantidade.
Mas em conversa com a Estela, percebi uma coisa: não sou a única que faz uma alimentação impecável mas sempre a sonhar com o que ficou na travessa.
Se calhar, temos algum defeito de fabrico… mas reconhecermos estas características e lutar contra elas é meio caminho para a vitória!
Melhor ainda: não estamos sós!
Ps – obrigada por torcerem pela artrose! Lolol (ao que uma gaja chega!)


